Vídeo flagra mãe e filhote de ouriço-cacheiro no Parque Nacional da Tijuca
- Sexta-Feira, 06 Fevereir
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Vídeo flagra mãe e filhote de ouriço-cacheiro no Parque Nacional da TijucaUm vídeo gravado no fim de dezembro flagrou a presença de uma mãe e um filhote de ouriço-cacheiro no Parque Nacional da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro. As imagens mostram os dois animais juntos no alto das árvores, em uma cena rara de cuidado entre mãe e filhote dentro da maior floresta urbana replantada do mundo.📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graçaO registro foi feito por Guilherme Medeiros, funcionário do Parque Nacional da Tijuca há 14 anos. Segundo ele, não é comum avistar ouriços-cacheiros de forma tão exposta. “Vi a mãe com o filhote há algumas semanas e, diferente de outros bichos que costumo encontrar, como o gavião-carcará, é difícil ver um ouriço dessa maneira, mesmo nas árvores”, afirmou.Vídeo flagra mãe e filhote de ouriço-cacheiro no Parque Nacional da TijucaGuilherme Medeiros/Parque Nacional da TijucaDe acordo com o médico veterinário e biólogo Jeferson Pires, da Clínica de Recuperação de Animais Silvestres da Universidade Estácio de Sá (CRAS-Unesa), o vídeo mostra uma fêmea com um filhote que já está quase na fase adulta. “O animal mais claro é o filhote. Ele ainda deve mudar de cor em breve, porque os filhotes podem apresentar coloração mais branca, amarelada ou ruiva. Na fase adulta, a coloração escurece”, explicou.O especialista destaca que o flagrante é incomum porque os ouriços-cacheiros são animais solitários. Eles costumam se aproximar de outros indivíduos apenas no período reprodutivo ou quando se trata de mãe e filhote, como no caso do vídeo. Segundo ele, os filhotes já nascem com espinhos e rapidamente aprendem a se locomover e se alimentar acompanhando a mãe pelas árvores, já que a espécie tem o hábito de viver nas árvores.Segundo o parque, a dificuldade de avistar esses roedores está relacionada principalmente ao comportamento noturno. Eles costumam sair para se alimentar ao entardecer e à noite, permanecendo reclusos durante o dia para descanso e proteção.A imensidão de montanhas verdes do Parque Nacional da TijucaMarcello Cavalcanti/DivulgaçãoJeferson Pires orienta que, ao encontrar um ouriço-cacheiro, as pessoas não se aproximem nem tentem tocar no animal. “Eles não lançam os espinhos, mas a recomendação é manter distância e respeitar a fauna silvestre. O espinho é um pelo modificado que se solta como mecanismo de defesa quando o animal é tocado”, afirmou.“Se mantivermos distância e não oferecermos alimentos, os animais permanecem em segurança e nós temos a chance de observar o espetáculo da natureza”, reforçou a chefe do Parque Nacional da Tijuca e analista ambiental do ICMBio, Viviane Lasmar.














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