Trump detona show de Bad Bunny no Super Bowl: 'Afronta à grandeza da América'

  • Segunda-Feira, 09 Fevereir
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Trump detona show de Bad Bunny no Super Bowl:

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a apresentação de Bad Bunny no Super Bowl em suas redes sociais, na noite deste domingo (8). Sem citar o nome do artista, o republicano chamou o show de "bagunça". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça"Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência", disse na postagem. "Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante", continuou. "Esse 'show' é um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias".Trump detona show de Bad BunnyReprodução/Truth SocialBad Bunny se apresentou no evento que simboliza a grande final da liga de futebol americano dos EUA. Um dos programas com a maior audiência da TV norte-americana. Neste ano, o jogo e o show foram realizados no Levi's Stadium, na Califórnia, com a disputa entre New England Patriots e Seattle Seahawks.LEIA MAIS Show de Bad Bunny já é o mais político da história do Super Bowl, mesmo se não tiver manifestaçõesAntes mesmo de acontecer, a apresentação já havia repercutido significativamente em relação aos últimos anos. E enfureceu Trump e seus apoiadores, alguns até organizando uma "programação paralela" em protesto.Posicionamento de Bad Bunny Como Bad Bunny usou seu novo disco para defender a história e a cultura de Porto RicoNão é segredo que Bad Bunny tem um lado político atrelado ao seu trabalho. Há anos, as músicas e o posicionamento público do cantor falam por ele.Isso ficou claro em 2019, quando o músico abandonou uma turnê para se juntar a uma onda de protestos contra o governador Rosselló, em Porto Rico. Na época, ele se juntou aos conterrâneos Residente, iLe e Ricky Martin, se tornando uma das celebridades porto-riquenhas mais ativas politicamente.Além disso, Bad Bunny nunca abriu mão de sua identidade latina para emplacar nos Estados Unidos, um privilégio que Shakira ou Ricky Martin não puderam ter.As músicas do cantor são inerentemente latino-americanas: seguem a linha do reggaeton e trap latino, com letras em espanhol, além de citações musicais que vão de "Garota de Ipanema" a clássicos porto-riquenhos.Tensões políticas no augeBad Bunny com a bandeira de Porto RicoFoto/AP Photo/Mark J. TerrillO show do intervalo do Super Bowl é um dos eventos musicais mais assistidos do mundo, atraindo mais de 100 milhões de telespectadores somente nos Estados Unidos.Historicamente, é um entretenimento “inofensivo”, projetado para manter o público ligado e garantir o faturamento publicitário nesse evento de altíssima audiência da TV americana.Não é exatamente um evento isento de polêmicas, claro. Na verdade, um pouquinho de controvérsia (como mostrar o dedo do meio ao vivo, como fez M.I.A. em 2012) nunca fez mal para a divulgação do negócio.Mas de manifestação mesmo, o máximo que o Super Bowl viu foi em 2016 — quando Beyoncé, vestida como os Panteras Negras, divulgou uma música inédita sobre negritude. Mas ela era só a convidada da atração principal, que era o Coldplay. Ou em 2025, quando um dançarino de Kendrick Lamar mostrou uma bandeira da Palestina e do Sudão de forma abrupta. Ele foi preso.Mas desta vez, os Estados Unidos vivem um momento de grande inquietação em seu próprio território e é inevitável que isso transborde para o evento. O Super Bowl ocorre em meio à onda de manifestações contra o ICE, após mortes causadas pela agência de imigração no Minnesota.Na época do anúncio de Bad Bunny, a Secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos Kristi Noem chegou a dizer que o ICE estaria "em todo o lugar" durante o Super Bowl.Mas nos últimos dias, a chefe de segurança da NFL, Cathy Lanier, afirmou que os agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos não terão qualquer participação no evento.De toda forma, o clima segue bastante tenso por lá. E em um momento em que ações anti-imigração são a pauta da vez, um artista porta-voz da comunidade latina subirá ao palco.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/08/trump-show-bad-bunny-super-bowl.ghtml
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