Soldado preso por se passar e trabalhar como médico é demitido da PM
- Terca-Feira, 20 Janeir
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Falso médico é preso por exercer ilegalmente a medicina no CearáO policial militar Khlisto Sanderson Ibiapino de Albuquerque, preso em 2022 após se passar por médico no Ceará, foi exonerado da Polícia Militar. A decisão foi tomada pela Controladoria Geral de Disciplina (CGD) e publicada no Diário Oficial do Estado na última segunda-feira (19), após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsAppConforme a CGD, as investigações apontaram que a prática não foi isolada. O policial teria realizado atendimentos clínicos de forma irregular em unidades de saúde de diferentes municípios do Ceará e também do Rio Grande do Norte, utilizando a identidade de um médico regularmente inscrito em conselho profissional.O relatório destacou a existência de um conjunto de provas, incluindo depoimentos de testemunhas, boletins de ocorrência, documentos médicos falsificados e vídeos que registram a prisão em flagrante. Para a Controladoria, as condutas são incompatíveis com os valores e deveres da função policial militar.A penalidade aplicada foi a demissão, considerada proporcional à gravidade das infrações disciplinares apuradas. Ele ainda pode recorrer da decisão. O ex-policial ainda pode recorrer da decisão dentro do prazo leal. Caso não haja recurso, ou após o julgamento final, a determinação será encaminhada à corporação para cumprimento imediato da medida.O g1 tenta contato com a defesa de Khlisto Sanderson, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Entenda o casoPolicial foi preso no Hospital Municipal de Paraipaba.ReproduçãoO policial militar do Ceará Khlisto Sanderson Ibiapino de Albuquerque, de 34 anos, é investigado por exercer ilegalmente a medicina e por uma série de outros crimes. Ele foi preso em 2022, no Hospital Municipal de Paraipaba, no interior do Ceará, após se passar por médico e usar indevidamente o número de registro profissional (CRM) de outro profissional da saúde.O caso veio à tona após denúncia do médico verdadeiro, que identificou o uso indevido de seus dados. A prefeita do município deu voz de prisão ao policial, que foi conduzido algemado, mas acabou solto em audiência de custódia, sem pagamento de fiança.Meses depois, Khlisto foi preso novamente, desta vez no interior do Rio Grande do Norte, durante a Operação Curandeiros, deflagrada pelo Ministério Público potiguar para combater o exercício ilegal da medicina. A investigação aponta que ele atuava em conjunto com outro homem formado em Medicina no Paraguai, sem registro no Conselho Regional de Medicina, e com o apoio de um médico regularmente contratado, que fornecia carimbos e assinaturas para falsificação de documentos.Segundo o Ministério Público, o grupo realizava atendimentos médicos ilegais, falsificava receituários, atestados e prontuários, além de alterar informações médicas de pacientes. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca em seis cidades do Rio Grande do Norte, com apreensão de documentos, celulares e receituários médicos em branco já assinados.Dois investigados foram presos em flagrante. Um deles estava com arma de fogo e munições, e outro portava documento falso. Os envolvidos passaram a usar tornozeleiras eletrônicas, com restrições de circulação e recolhimento domiciliar.Após a prisão no Ceará, Khlisto foi afastado das funções na Polícia Militar, teve a arma e a identidade funcional recolhidas e passou a responder a múltiplos processos administrativos disciplinares, incluindo apuração por estelionato cometido em 2009, no Rio Grande do Norte.O policial também já foi investigado por violência doméstica contra a ex-sogra e por envolvimento na morte da estudante de enfermagem Ana Clara Ferreira da Silva, em 2019, no Rio Grande do Norte. O caso foi arquivado por falta de provas, mas familiares da jovem seguem questionando as circunstâncias da morte.Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:














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