Guarda Revolucionária diz que Estreito de Ormuz está 'sob controle total' do Irã
- Quarta-Feira, 04 Març
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Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026.SAHAR AL ATTAR / AFPA Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quarta-feira (4) que o Estreito de Ormuz está "sob o controle total" da Marinha da República Islâmica.📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graçaA declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que o país norte-americano está preparado para agir caso o tráfego de navios petroleiros na passagem seja ameaçado. Na segunda-feira (2), o governo iraniano anunciou o fechamento do estreito e afirmou que poderá atacar embarcações que tentem atravessar a rota. Em publicação na rede Truth Social, o republicano declarou que, se necessário, a Marinha norte-americana poderá escoltar embarcações que transportam petróleo pela região.“Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o LIVRE FLUXO DE ENERGIA para o MUNDO”, escreveu. Também nesta terça (3), o Exército dos EUA afirmou ter afundado 17 embarcações do Irã. As Forças Armadas afirmaram que "não há nenhuma embarcação iraniana em operação no Golfo Arábico, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã".Trump afirma que EUA poderão escoltar petroleiros no Estreito de OrmuzRota não oficialmente bloqueadaApesar da ameaça, autoridades militares dos Estados Unidos afirmaram que a via marítima não está oficialmente bloqueada. O impasse elevou a tensão em uma das áreas mais sensíveis para o abastecimento global de energia.No texto publicado, Trump também informou que determinou, “com efeito imediato”, que a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) ofereça seguro contra risco político e garantias financeiras para todo o comércio marítimo que transite pelo Golfo, especialmente o transporte de energia. Segundo ele, as medidas estarão disponíveis a todas as companhias de navegação e terão custo “muito razoável”.A escalada de declarações teve impacto imediato nos mercados internacionais. Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira (3), refletindo o temor de que a guerra no Oriente Médio se prolongue, que o estreito seja efetivamente fechado e que ataques atinjam instalações do setor de energia.Durante a manhã, o barril do Brent para entrega em maio subia 8,43%, cotado a US$ 84,29. Mais tarde, às 15h, a alta desacelerava para 7,04%, com o preço em US$ 83,21. Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em abril, avançava 8,79%, negociado a US$ 77,49.O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Ele conecta os grandes produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Estima-se que cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo passe por essa faixa estreita de mar.Qualquer interrupção no tráfego na região pode reduzir a oferta global e pressionar ainda mais os preços da commodity, com reflexos sobre combustíveis, transporte e inflação em diversos países. Por isso, as declarações de autoridades iranianas e americanas foram acompanhadas de perto por investidores e governos, em meio ao receio de que o conflito ganhe novas dimensões e afete diretamente o mercado internacional de energia.*Com informações da AFPInfográfico - Estreito de OrmuzArte/g1














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