Gilmar Mendes defende Messias no STF: 'Senado saberá analisar seus múltiplos atributos'
- Segunda-Feira, 12 Abri
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Gilmar MendesAntonio Augusto/STFO ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma publicação nas redes sociais neste domingo (12), na qual defendeu a aprovação de Jorge Messias para uma vaga como ministro da Corte. O atual advogado-geral da União foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a cadeira deixada por Luís Roberto Baroso no STF. Para assumir o cargo, ele precisa ser aprovado pelo Senado, em sabatina marcada para 29 de abril. Na publicação, o ministro do STF condenou críticas a Messias e reiterou o papel dele em defesa da democracia liderando a Advocacia-Geral da União (AGU).Veja os vídeos que estão em alta no g1"À frente da AGU, desempenhou papel relevante na defesa da soberania nacional, no enfrentamento do tarifaço imposto aos produtos brasileiros. Sua atuação perante o Supremo também foi fundamental para a responsabilização de big techs por publicações criminosas nas redes sociais", afirmou Gilmar Mendes. Ele prosseguiu: "Essas credenciais evidenciam que Jorge Messias está à altura do cargo e reúne condições para exercer a magistratura com equilíbrio, responsabilidade e elevado senso institucional. O Senado saberá analisar seus múltiplos atributos".CCJ vai analisar indicaçãoO senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi oficializado na última quinta-feira (9) como relator da indicação de Jorge Messias para o STF. Em entrevista, Weverton disse que vai ler na próxima quarta-feira (15) seu relatório sobre a indicação. No dia 29, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado realizará a sabatina do escolhido de Lula. O advogado-geral da União, Jorge Messias, durante pronunciamento à imprensa em 01/07/2025Wilton Junior/Estadão ConteúdoCabe ao colegiado realizar a sabatina e votar a indicação do presidente da República. A palavra final, sobre a aprovação ou rejeição do nome de Messias, caberá ao plenário do Senado.Para ser aprovado e poder tomar posse no STF, o advogado-geral da União precisará do apoio de pelo menos 41 senadores.A análise no plenário pode ocorrer no mesmo dia da sabatina na CCJ. A votação, tanto na CCJ como no plenário, é secreta.Demora no envio da mensagem ao SenadoO envio da mensagem com o nome de Messias pelo Palácio do Planalto ao Senado levou cerca de quatro meses. E o processo foi marcado por um impasse, que começou logo após o anúncio do escolhido por Lula.A escolha de Lula pelo advogado-geral da União contrariou a preferência de Alcolumbre pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).Enquanto o governo hesitava em enviar a mensagem ao Senado, o próprio Jorge Messias intensificou sua articulação, reunindo-se com cerca de 70 senadores para tentar obter os 41 votos necessários para a aprovação em plenário.A decisão de finalmente enviar a mensagem teria partido de um pedido do próprio indicado a Lula, confiante de que já possui o apoio necessário para ser confirmado como o novo ministro do STF.Perfil de Jorge MessiasAtual AGU, Jorge Rodrigo Araújo Messias tem 45 anos e é natural de Pernambuco. Está no governo desde o início da terceira gestão Lula, em 2023.Veja os principais pontos da trajetória de Jorge Messias:Tomou posse na AGU em 2023, no início do governo Lula. Antes mesmo da nova gestão começar, já integrava a equipe de transição;Servidor público desde 2007, com atuação em diversos órgãos do Executivo, como o Banco Central e o BNDES;É considerado um nome de confiança de Lula, com apoio de ministros do PT e da ala palaciana;Mantém relação próxima com o presidente, desde os tempos do governo Dilma Rousseff.Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), é mestre pela Universidade de Brasília (UnB). Ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, função voltada à cobrança de dívidas fiscais de contribuintes inadimplentes com a União.Em 2022, integrou a equipe de transição do presidente eleito Lula. Foi anunciado para o comando da AGU em dezembro daquele ano e tomou posse em janeiro de 2023.A instituição tem papel central na assessoria jurídica da Presidência e na representação da União junto ao STF.














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