'Sirât' oferece experiência cinematográfica inesperada e explosiva; g1 já viu

  • Quinta-Feira, 26 Fevereir
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"Sirât", o representante da Espanha no Oscar 2026 na categoria de Melhor Filme Internacional, e que chega aos cinemas nesta quinta-feira (26), chama a atenção pelo seu impacto, tanto no excelente trabalho de som quanto por algumas sequências que chocam e pegam o público de surpresa. Devido a seu tom intenso, o longa pode tanto arrebatar o espectador como também afastá-lo de sua proposta audaciosa. Quem embarcar na ideia criada pelo diretor Oliver Laxe e sua equipe certamente se sentirá recompensado por acompanhar um drama com lances corajosos e inusitados, que não são geralmente vistos em obras do gênero. Tudo ilustrado com imagens esplêndidas e uma trilha que impressiona por causar um verdadeiro fascínio a quem a escuta. Assista ao trailer do filme "Sirât"A trama de "Sirât" é bem simples. Nela, acompanhamos Luis (Sergi López, de "O Labirinto do Fauno"), que vai até o sul do Marrocos, que está no meio de uma guerra, descobrir onde está sua filha, que está desaparecida. Acompanhado do filho caçula Esteban (Bruno Nuñez Arjona), ele chega a um local onde são realizadas festas rave no meio do deserto marroquino, onde a filha poderia estar. Os dois conhecem um grupo de pessoas, formado por Jade (Jade Oukid), Tonin (Tonin Janvier), Bigui (Richard Bellamy 'Bigui'), Josh (Joshua Liam Herderson) e Steff (Stefania Gadda), que resolve ir a um local distante para outra festa. Na esperança de encontrar sua filha, Luiz acompanha seus novos amigos na viagem, que se revela mais difícil e desafiadora do que todos poderiam imaginar. Música e areiaAo contrário de seus "adversários", como o nosso "O Agente Secreto", "Foi Apenas um Acidente" ou "A Voz de Hind Rajab", "Sirât" não tem intenção de denunciar a repressão de forma tão direta. Ao invés disso, o longa de Laxe (que causou polêmica ao ironizar as indicações do filme brasileiro), mostra como os regimes militares e seus conflitos podem impactar a vida das pessoas, que buscam uma espécie de refúgio na música e na diversão. Através delas, os personagens buscam escapar de um destino terrível nas mãos das autoridades e ter a sensação da liberdade. Isso fica bem claro numa das melhores sequências do filme, em que Luis e seus novos companheiros decidem fazer a sua própria rave, com os equipamentos de som que carregam em seus veículos, numa área desabitada. A cena por si só impressiona pela sua bela plasticidade, mas fica ainda mais incrível com o trabalho de som feito para amplificar as músicas da trilha sonora, além de outros efeitos sonoros. Luis (Sergi López) e seu filho Esteban (Bruno Núñez Arjona) embarcam numa jornada no Marrocos em 'Sirât'DivulgaçãoNão é por acaso que o longa também foi indicado ao Oscar de melhor som. A indicação, aliás, se tornou histórica porque foi a primeira dada a uma equipe totalmente formada por mulheres (Laia Casanovas, Yasmina Praderas e Amanda Villavieja). Uma estranha famíliaMas "Sirât" não tem só na música e no trabalho de som seus maiores méritos. O filme também mostra que a direção de Laxe (que também co-escreveu o roteiro com Santiago Fillol) é bastante eficaz ao criar cenas com bastante tensão e imprevisibilidade. Graças a essas sequências, o espectador jamais fica indiferente com a que assiste na telona por simplesmente não ter a menor ideia do que pode ocorrer na história. Especialmente em seu terço final.O cineasta, aliás, acerta no tom para fazer com que os personagens festeiros sejam bem aprofundados, com seus traumas pessoais, o que os torna mais humanos e provoquem empatia com o público. Isso potencializa a sensação de preocupação (e até lamento) pelo que acontece com eles à medida que a trama avança. Luis (Sergi Lopez) enfrenta o deserto ao lado de novos amigos em 'Sirât'DivulgaçãoOutro ponto curioso é que, tirando Sergi López, o restante do elenco principal é composto de pessoas que não tinham nenhuma experiência prévia em atuação. Por isso, seus personagens têm os mesmos nomes dos atores e atrizes que os interpretam. E todos dão muito bem conta do recado. Produzido por Pedro Almodóvar e seu irmão Augustin, entre outros, "Sirât" ganhou o Prêmio do Júri do Festival de Cannes de 2025, entre outros prêmios, em sua bem-sucedida carreira internacional. Embora não seja superior a "O Agente Secreto", "Valor Sentimental" e "Foi Apenas Um Acidente", o filme vale como uma experiência sensorial intensa e marcante. É uma daquelas produções que ficam ainda melhores quando vistas na maior tela possível e com o som no volume mais alto que puder. Deixa a viagem ainda mais alucinante.Cartela resenha crítica g1Arte/g1

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/g1-ja-viu/noticia/2026/02/26/sirat-oferece-experiencia-cinematografica-inesperada-e-explosiva-g1-ja-viu.ghtml
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